Nota breve
Cara, caríssima criatura
Cansei de ler o Neruda. O Pessoa. O Drummond.
Cansei de visitar os lugares que alimentam meu coração com toda a melancolia que nutro ao pensar em você.
Tanta distância assim não é certo: vivemos em mundos separados. Seus olhos sequer sabem que existo e eu, impensavelmente, insisto em saber-lhe tão linda!
Ontem vi você, depois de tanto tempo. Pensei que não sentiria nada. Que talvez nem lhe reconheceria no mar de rostos anônimos que é o centro da cidade. Qual o que! Você não se passa anônima nem em meio a meio milhão! Flanava tão fresca e tão delicada que parecia flutuar entre as gentes. Era como um sonho daltônico: tudo era cinza, você, rosa! Confesso que me detive por uns segundos para olhar você. Queria saber para onde ia, por onde andava. Queria saber se haveria espaço para mim ali, dividindo o caminho ao seu lado.
Ah, moça... por onde ando que me perco quando lhe vejo...?
Cansei de ler o Neruda. O Pessoa. O Drummond.
Cansei de visitar os lugares que alimentam meu coração com toda a melancolia que nutro ao pensar em você.
Tanta distância assim não é certo: vivemos em mundos separados. Seus olhos sequer sabem que existo e eu, impensavelmente, insisto em saber-lhe tão linda!
Ontem vi você, depois de tanto tempo. Pensei que não sentiria nada. Que talvez nem lhe reconheceria no mar de rostos anônimos que é o centro da cidade. Qual o que! Você não se passa anônima nem em meio a meio milhão! Flanava tão fresca e tão delicada que parecia flutuar entre as gentes. Era como um sonho daltônico: tudo era cinza, você, rosa! Confesso que me detive por uns segundos para olhar você. Queria saber para onde ia, por onde andava. Queria saber se haveria espaço para mim ali, dividindo o caminho ao seu lado.
Ah, moça... por onde ando que me perco quando lhe vejo...?
Comentários
Postar um comentário