Da sua imperfeita perfeição
Minha cara, minha querida.
Seus contornos são perfeitos. A textura de sua pele. A luz que dança em seus cabelos. Tudo, tudo perfeito.
Olho-te com os olhos do amor _ não há estética nessas lentes que não a da admiração. Quando vejo sua figura, não penso em altura ou peso. Não penso em comparações mundanas. Sinto você por inteiro, como se fosse uma força etérea, como se em você se materializassem meus sentimentos de desejo e completude.
Penso que, mesmo de olhos fechados, a sensação de sua presença já seria o suficiente para arrepiar-me os pelos do corpo e inebriar meus sentidos.
Você é o copo de água para o viajante do deserto. O prato de comida para o faminto. A iluminação para o religioso. Você é aquilo que falta, quando já não há mais nada a faltar, a não ser aquilo mesmo. É o ápice e a beira do abismo. É o segundo antes do salto para o silêncio profundo.
É atormentador pensar no que poderia existir além de você, caso fosse minha, um dia. Eu encontraria o paradoxo da existência, todo o meu desejo saciado, toda a energia que há em mim, numa vazão instantânea. Morreria?
Um olhar seu e todas as aves em voo cairiam. Um toque e todos os peixes viriam à superfície. Um beijo e a Terra conteria seu giro, arrancando-nos dos pés e arremessando cada corpo de volta ao espaço.
Um hecatombe. Um sonho. Todo o meu desejo.
Seus contornos são perfeitos. A textura de sua pele. A luz que dança em seus cabelos. Tudo, tudo perfeito.
Olho-te com os olhos do amor _ não há estética nessas lentes que não a da admiração. Quando vejo sua figura, não penso em altura ou peso. Não penso em comparações mundanas. Sinto você por inteiro, como se fosse uma força etérea, como se em você se materializassem meus sentimentos de desejo e completude.
Penso que, mesmo de olhos fechados, a sensação de sua presença já seria o suficiente para arrepiar-me os pelos do corpo e inebriar meus sentidos.
Você é o copo de água para o viajante do deserto. O prato de comida para o faminto. A iluminação para o religioso. Você é aquilo que falta, quando já não há mais nada a faltar, a não ser aquilo mesmo. É o ápice e a beira do abismo. É o segundo antes do salto para o silêncio profundo.
É atormentador pensar no que poderia existir além de você, caso fosse minha, um dia. Eu encontraria o paradoxo da existência, todo o meu desejo saciado, toda a energia que há em mim, numa vazão instantânea. Morreria?
Um olhar seu e todas as aves em voo cairiam. Um toque e todos os peixes viriam à superfície. Um beijo e a Terra conteria seu giro, arrancando-nos dos pés e arremessando cada corpo de volta ao espaço.
Um hecatombe. Um sonho. Todo o meu desejo.
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