A bússola e o norte
Minha querida,
Fui ao cinema ontem, para assistir a um dos filmes com indicações ao Oscar. Pensei em você enquanto comprava meu ingresso, e na possibilidade quase certa de você adorar cinema. Assentado numa das fileiras centrais, vi quantos casais subiam os degraus para o espetáculo e confesso ter ficado um pouco triste de estar ali sozinho, com você em meus pensamentos. Se estivesse aqui, penso que iria adorar assistir àquele filme comigo. Penso que faria elogios aos seus artistas preferidos e que, certamente, iria querer devorar um balde inteiro de pipoca enquanto revezava riso e choro, através das cenas.
Num dos diálogos do filme, vi você. E me vi. Um dos sujeitos olhava para o outro e explicava a metáfora da bússola: ora, um objeto decerto maravilhoso, que aponta o norte real. De fato, uma ferramenta muito útil para explicar-lhe aonde deve ir, mas com um limitador importante. A bússola, apesar de apontar o norte real, não diz quais são os obstáculos que separam você do norte real. Não te diz dos lodaçais, dos abismos, das montanhas. Ela somente aponta o fim, incauta do percurso ou dos percalços. Por isso, confiar em uma bússola é sempre bom, mas correr para o norte porque este lhe foi apontado por ela pode ser a sua ruína. Há de se saber onde está o norte. Mas há de se saber também das curvas, esperas, desvios e cálculos para que não se sucumba ao caminho, antes de encontrá-lo...
Sinto saudades suas. Não lhe vejo há tempos. Queria parar os olhos nos teus cabelos curtos, castanhos. Sentir o cheiro do seu perfume, ao passar por mim desavisada, sem saber quem sou eu. Queria ver um pouquinho os nós dos seus dedos.
Nesta noite, desejo-lhe bons sonhos. E rezo para que esteja a salvo dos males do mundo.
Com carinho.
Fui ao cinema ontem, para assistir a um dos filmes com indicações ao Oscar. Pensei em você enquanto comprava meu ingresso, e na possibilidade quase certa de você adorar cinema. Assentado numa das fileiras centrais, vi quantos casais subiam os degraus para o espetáculo e confesso ter ficado um pouco triste de estar ali sozinho, com você em meus pensamentos. Se estivesse aqui, penso que iria adorar assistir àquele filme comigo. Penso que faria elogios aos seus artistas preferidos e que, certamente, iria querer devorar um balde inteiro de pipoca enquanto revezava riso e choro, através das cenas.
Num dos diálogos do filme, vi você. E me vi. Um dos sujeitos olhava para o outro e explicava a metáfora da bússola: ora, um objeto decerto maravilhoso, que aponta o norte real. De fato, uma ferramenta muito útil para explicar-lhe aonde deve ir, mas com um limitador importante. A bússola, apesar de apontar o norte real, não diz quais são os obstáculos que separam você do norte real. Não te diz dos lodaçais, dos abismos, das montanhas. Ela somente aponta o fim, incauta do percurso ou dos percalços. Por isso, confiar em uma bússola é sempre bom, mas correr para o norte porque este lhe foi apontado por ela pode ser a sua ruína. Há de se saber onde está o norte. Mas há de se saber também das curvas, esperas, desvios e cálculos para que não se sucumba ao caminho, antes de encontrá-lo...
Sinto saudades suas. Não lhe vejo há tempos. Queria parar os olhos nos teus cabelos curtos, castanhos. Sentir o cheiro do seu perfume, ao passar por mim desavisada, sem saber quem sou eu. Queria ver um pouquinho os nós dos seus dedos.
Nesta noite, desejo-lhe bons sonhos. E rezo para que esteja a salvo dos males do mundo.
Com carinho.
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