Carta II
Já se passaram alguns dias desde a última vez que vi você.
Às vezes imagino se irei vê-la novamente ou se aquela foi a derradeira. Em meus devaneios, me conformo com o fato de te-la visto uma só vez; foi o bastante para preencher minha vida inteira de pensamentos bons e desejos de amor. Sei que pode parecer bobo ou até incongruente, mas lhe desejo tanto amor e tanto carinho que o sentimento parece escorrer de mim como a chuva que cai lá fora, a cântaros. Ele brota dos lugares mais profundos, percorre meu corpo como uma descarga elétrica e se despeja dos poros, em ondas, supercordas, para encontrar você onde quer que esteja.
O que sinto nada se parece com o amor desesperado das Cartas de uma Freira Portuguesa (nem tampouco saberia escrever com tal eloquência), mas é um amor bucólico, quase triste, estático, na espera. Um amor mais Galeano que outra coisa qualquer que o valha. Um amor meu mesmo, que se aquieta só de saber que dividimos o mesmo teto de estrelas e, especialmente, o mesmo tempo real.
Aonde quer que eu vá, a lua que brilha alta sobre mim é a mesma lua que brilha em seus cabelos escuros. E o vento da noite, que traz o cheiro do mar, é o mesmo que lhe invade as narinas e desperta em você toda uma gama de sensações que ainda desconheço (pena). Amo amar você por saber que você compartilha comigo o presente histórico e que, por isso, poderemos nos encontrar sem sobressaltos, se assim for a vontade do destino.
Não tenho pressa. Não tenho medo de que apareça outra moça. Não tenho medo que apareça-lhe algum moço. O que sinto é tão precioso e tão exato, que, de alguma forma, sei que nascemos para ficarmos juntos.
Enquanto durmo, peço aos céus que me guiem ao tempo certo de nossa descoberta...
Em desejo, beijo-lhe as pálpebras com um boa noite... e as mãos... e a boca... ah, a sua boca...que gosto será que tem?
Às vezes imagino se irei vê-la novamente ou se aquela foi a derradeira. Em meus devaneios, me conformo com o fato de te-la visto uma só vez; foi o bastante para preencher minha vida inteira de pensamentos bons e desejos de amor. Sei que pode parecer bobo ou até incongruente, mas lhe desejo tanto amor e tanto carinho que o sentimento parece escorrer de mim como a chuva que cai lá fora, a cântaros. Ele brota dos lugares mais profundos, percorre meu corpo como uma descarga elétrica e se despeja dos poros, em ondas, supercordas, para encontrar você onde quer que esteja.
O que sinto nada se parece com o amor desesperado das Cartas de uma Freira Portuguesa (nem tampouco saberia escrever com tal eloquência), mas é um amor bucólico, quase triste, estático, na espera. Um amor mais Galeano que outra coisa qualquer que o valha. Um amor meu mesmo, que se aquieta só de saber que dividimos o mesmo teto de estrelas e, especialmente, o mesmo tempo real.
Aonde quer que eu vá, a lua que brilha alta sobre mim é a mesma lua que brilha em seus cabelos escuros. E o vento da noite, que traz o cheiro do mar, é o mesmo que lhe invade as narinas e desperta em você toda uma gama de sensações que ainda desconheço (pena). Amo amar você por saber que você compartilha comigo o presente histórico e que, por isso, poderemos nos encontrar sem sobressaltos, se assim for a vontade do destino.
Não tenho pressa. Não tenho medo de que apareça outra moça. Não tenho medo que apareça-lhe algum moço. O que sinto é tão precioso e tão exato, que, de alguma forma, sei que nascemos para ficarmos juntos.
Enquanto durmo, peço aos céus que me guiem ao tempo certo de nossa descoberta...
Em desejo, beijo-lhe as pálpebras com um boa noite... e as mãos... e a boca... ah, a sua boca...que gosto será que tem?
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