Carnaval da marcha alegre-triste

Minha querida,

atravessei o Carnaval sem comemorar no bloco. Não havia outra fantasia em mim, senão o desejo de reencontrar você. Quem sabe eu tivesse uma máscara de pierrot, quem sabe você tivesse uma de colombina... Vi, da janela, os foliões dançando na rua. Vi, na beira da praia, crianças fantasiadas num tapete de confete e serpentina. Vi as exibidas da televisão dançando na cidade maravilhosa e as paulistas tentando se equilibrar nos saltos sempre tão altos. Admito que são os cariocas que sabem dançar, mesmo não sendo fã do bairrismo entusiasta.
Vi tanto e não vi você. Houve momentos em que sua imagem, turva em minha mente, perdia-se e reencontra-me em outros planos astrais. Imaginei se gostaria de um colar de havaiana e dar uma volta no centro, para ver o desfile dos blocos pobres e decadentes que se enchem de vida e sonhos, no Carnaval das cidades pequenas.
Em sua homenagem oculta, ouvi Bocelli. Vi Bocelli em dvd. Dormi com os acordes no peito.
Espero que goste. Espero que possamos ir juntos, um dia, quem sabe ,a países que não conheço...


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